4 de fevereiro de 2009

2 de Fevereiro - Dia de Iemanjá

"Dia 2 de fevereiro
dia de festa no mar,
eu quero ser o primeiro
a saldar yemanjá"

O 2 de Fevereiro, Dia de Iemanjá, está entre as maiores e mais tradicionais datas comemorativas em Salvador. Apesar de não ter registros oficiais, historiadores contam que a tradição se iniciou no ano de 1924 pelos pescadores.

Conta a história, que um grupo de 29 pescadores da colônia do Rio Vermelho ofereceu um balaio à rainha do mar pois a pesca andava fraca. A partir disso, o s peixes voltaram em abundância e o ritual passou a ser realizado todos os anos e cresceu com os adeptos do candomblé e a população em geral. A festa era conhecida como "Presente da Mãe D'água", e a partir da década de sessenta passou a se chamar "Festa de Iemanjá". Diz a lenda que se Iemanjá não aceitar as oferendas, os balaios flutuam e os presentes são devolvidos. Seguindo as características do orixá, e sendo vaidosa, os presentes costumam ser flores, espelhos, sabonetes, perfumes e colares.

Atualmente, a festa tomou uma proporção tão grande que não só ocupa o Largo do Rio Vermelho onde está localizada a Igreja de Nossa Senhora Santana e a colônia dos pescadores, mas ocupa o bairro inteiro. A festa passou a ocupar o calendário oficial das comemorações de Salvador e atrai turistas de todas as regiões do Brasil e do mundo.

Devotos fazem fila na Casa do Peso (onde se pesa o pescado) para entregar seus presentes que serão colocados nos balaios e levados no fim da tarde ao mar pelos pescadores. Cerca de 250 a 300 barcos entregam as oferendas todos os anos em alto mar. Além disso, a população costuma jogar rosas ao mar e se vestir de branco e azul (cor do orixá) , capoeiristas fazem roda na rua e os terreiros de candomblé também realizam seus rituais e oferendas na Praia do Rio Vermelho.

A festa profana no bairro, barracas são espalhadas, os bares ficam lotados e as fanfarras passam nas ruas. Moradores do bairro e os hotéis, seguindo a tradição, costumam oferecer uma feijoada para seus convidados.

Para saber mais:

Lendas africanas dos orixás - Pierre Fatumbi Verger
Iemanjá, mãe dos orixás - Zora A. Seljan
Iemanjá , a grande mãe africana do Brasil - Armando Vallado



Um comentário:

Rozane Suzart Gesteira disse...

neila lara! kd vc! eu vim aqui só pra te ver! bjsss